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INFORMATIVO SOBRE OCORRÊNCIA E CONTROLE DE ESCORPIÕES

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Os acidentes com animais peçonhentos chegam a mais de 100 mil e somam quase 200 óbitos registrados por ano, acidentes estes que decorrem de diferentes tipos de envenenamento.

Dentre os causadores destes acidentes estão os escorpiões.

O escorpião é um artrópode quelicerado, pertencente ao Filo Arthropoda (arthro: articuladas/podos: pés), classe Arachnida (por terem oito pernas) e ordem Scorpiones. Sua cauda conta com um artículo chamado telson que termina em um ferrão usado para inocular sua peçonha. O telson contém um par de glândulas produtoras de veneno que desembocam em dois orifícios situados de cada lado da ponta do ferrão.

QUAIS AS ESPÉCIES DE IMPORTÂNCIA EM SAÚDE E ONDE SÃO ENCONTRADAS?

Das 1.600 espécies conhecidas no mundo, apenas cerca de 25 são consideradas de interesse em saúde. No Brasil, onde existem cerca de 160 espécies de escorpiões, as responsáveis pelos acidentes graves pertencem ao gênero Tityus. As principais espécies capazes de causar acidentes graves, com registro em nosso estado, são:

Tityus bahiensis

Conhecido por escorpião marrom ou preto.

- PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS: tem o tronco escuro, pernas e palpos com manchas escuras e cauda marrom-avermelhado. O adulto mede cerca de 7 cm. Cada fêmea tem cerca de dois partos com 20 filhotes por ano.

Tityus costatus

Conhecido como escorpião manchado.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS: 5 a 7 cm de comprimento. Colorido geral castanho amarelado com manchas nas pernas e palpos, as espécies encontradas na Região Sul apresentam uma coloração mais escura. Há a presença de três faixas longitudinais na face dorsal do tronco e um espinho sob o ferrão.

O QUE FAZER PARA CONTROLAR A OCORRÊNCIA DE ESCORPIÕES?

As medidas de controle e manejo populacional de escorpiões baseiam-se na retirada/coleta dos escorpiões e modificação das condições do ambiente a fim de torná-lo desfavorável à ocorrência, permanência e proliferação destes animais.

NA ÁREA EXTERNA DO DOMICÍLIO:

- Manter limpos quintais e jardins, não acumular folhas secas e lixo domiciliar; - Acondicionar lixo e entregá-los para o serviço de coleta. Não jogar lixo em terrenos baldios; - Limpar terrenos baldios situados a cerca de dois metros das redondezas dos

imóveis; - Eliminar fontes de alimento para os escorpiões: baratas, aranhas, grilos e outros pequenos animais invertebrados;

- Evitar a formação de ambientes favoráveis ao abrigo de escorpiões, como obras de construção civil e terraplenagens que possam deixar entulho, superfícies sem revestimento, umidade e etc; - Remover periodicamente materiais de construção e lenha armazenados, evitando o acúmulo exagerado; - Preservar os inimigos naturais dos escorpiões, especialmente aves de hábitos noturnos (corujas,joão-bobo e etc), pequenos macacos, quati, lagartos, sapos e gansos (galinhas não são eficazes agentes controladores de escorpiões); - Evitar queimadas em terrenos baldios, pois desalojam os escorpiões; - Remover folhagens, arbustos e trepadeiras junto às paredes externas e muros; - Manter fossas sépticas bem vedadas, para evitar a passagem de baratas e escorpiões; - Rebocar paredes externas e muros para que não apresentem vãos ou frestas.

NA ÁREA INTERNA:

- Rebocar paredes para que não apresentem vãos ou frestas; - Vedar soleiras de portas com rolos de areia ou rodos de borracha; - Reparar rodapés soltos e colocar telas nas janelas; - Telar as aberturas dos ralos, pias ou tanques; - Telar aberturas de ventilação de porões e manter assoalhos calafetados; - Manter todos os pontos de energia e telefone devidamente vedados.

Por Victor Gustavo Raffaelli, Agente de Controle de Endemias.

FONTE: Manual de controle de escorpiões / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009.